Justiça proíbe guia que chama brasileiras de "popozudas"
Uma liminar do Tribunal Regional Federal da 2ª
Região determinou nesta terça-feira a retirada de circulação do guia
turístico Rio for Partiers (Rio para Festeiros, em inglês), que possui
um capítulo classificando as mulheres brasileiras em grupos, como o das
"popozudas", definidas como "máquinas de sexo". A decisão da
desembargadora Salete Maccalóz anula a liminar julgada em primeira
instância, definida em 21 de julho passado, que negou o pedido da
Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) de proibir a venda da
publicação.
A liminar também estabelece multa diária de R$
10 mil para a Editora Solcat, responsável pelo guia, em caso de
descumprimento da ordem.
A Embratur alega que o guia "Rio for Partiers",
publicado desde 2003 e já somando sete edições, é prejudicial à imagem do
Brasil no exterior e estimula o turismo sexual no País.
A desembargadora responsável pela liminar
afirma, segundo o TRF-2, que o guia em questão expõe "o povo brasileiro à
situação vexatória e ajuda a promover o turismo sexual tão combatido
pelas políticas governamentais, a exemplo da proibição de venda de
cartões postais do Rio de Janeiro apenas com imagens de mulheres de
biquíni".
Na publicação, as mulheres brasileiras são
classificadas em quatro tipos: "Britney Spears", "popozuda", "hippie/raver"
e "Balzac". O primeiro seria o das "filhinhas de papai", avessas a
cantadas. O segundo seria o das mulheres intituladas "máquinas de sexo",
com as quais, de acordo com a revista, "ir ao motel é sempre uma boa
possibilidade".
As "hippies/ravers" são definidas como garotas
"difíceis de beijar", mas "fáceis de ir para a balada", enquanto a
"Balzac" como mulher que, se tratada "como uma dama", retribuirá o
companheiro tratando-o "como um rei, talvez não hoje à noite, mas amanhã
com certeza".
O site da publicação já alerta os consumidores
brasileiros que o guia foi proibido no Brasil.